Paisagens de mármore
estátuas de cobre, me
desenham a nobreza e
do ouro avistam pureza
Entrei em túnel sem luz
e me perdi, fiquei com
medo, mas só assim eu
vi que sozinho não estava
Anjos de luz me guiavam
na travessia da passagem
que fazia parte da minha
ventura. Não, eu não creio
No destino, determinado
mas sim, que nós somos
nosso. Criamos nosso andar
sem se quer saber aonde
devemos chegar. Para ver
e poder encontrar, caminhar
é o que devemos fazer e a
passagem escura te leva
Como bem sabes, até você.
Então o que podemos fazer?
Continuar a caminhar e ver
em prata a erva daninha se
transformar. Não, não temos
o direito de parar, ou sequer
de descansar se quisermos ver
o fim do túnel obscuro e ermo.
As paísagens de mármore ali
continuam, para lembrar que
o belo também situam. Que
no caminho há muito para ver
As estátuas de cobre ficam
para trás, imortalizadas, nobres
mostrando que ao passado só
dedicamos reverência e benção.
Pois a pureza do ouro é a luz
que avistamos no fim do túnel
a lapidação, q'o ferreiro forjador,
com fogo e ardor faz em minh'alma
Mostrando que a todo ciclo
d'scuridão corresponde um
de luz e mansidão, de prazer.
Um caminho para a imensidão.
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